Partindo da Moda até ao tecidos nela usados, o grupo decidiu procurar noticias em termos de inovações em tecidos, os resultados apresentam-se a seguir :)
Super jeans usa tecnologia espacial para proteger motociclistas
Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/01/2011
O tecido combina as qualidades do jeans com a extrema resistência da fibra sintética espacial, produzindo uma roupa muito forte e que, ao contrário de outras soluções sintéticas, deixa a pele respirar.[Imagem: E-Squad]
Cair de moto e esfolar-se todo não parece ser o cenário mais provável para o nascimento de um novo negócio.
Mas foi isto o que aconteceu com o francês Pierre-Henry Servajean.
"Eu percebi que tudo que eu tinha no corpo era perfeito - meu capacete, luvas, casaco - exceto o jeans. Eu tinha equipamentos de segurança apropriados para cada parte do meu corpo, exceto para as minhas pernas," conta ele.
Fibra espacial
Depois de uma pesquisa, o motociclista empreendedor descobriu que 75% dos seus colegas usam jeans em seus passeios de moto.
Um pouco mais de pesquisa e ele descobriu uma fibra chamada UHMWPE, que foi utilizada pela Agência Espacial Europeia (ESA) em 2007 para testar um conceito chamado "correio espacial".
UHMWPE é uma sigla para Ultra High Molecular Weight Polyethylene - polietileno de peso molecular ultra elevado -, uma forma especial do conhecido polietileno, só que duas vezes mais forte do que o Kevlar®, e de 10 a 100 vezes mais resistente do que o aço.
Super jeans
Ao misturar as fibras do jeans comum com algumas fibras do polietileno espacial, Pierre-Henry conseguiu um tecido que combina as qualidades do jeans com a extrema resistência do novo material, produzindo uma roupa muito forte e que, ao contrário de outras soluções sintéticas, deixa a pele respirar.
No núcleo do tecido, o algodão é substituído pelas fibras de UHMWPE. No caso de um acidente, somente a camada externa do jeans se rasga, e a pele do motociclista não é atingida.
Pierre-Henry, que garante que o super jeans é uma combinação perfeita de conforto, durabilidade e resistência à abrasão, fundou uma empresa para comercializar sua ideia, em mais um exemplo da conversão das tecnologias espaciais em produtos de uso no dia-a-dia.
Para demonstrar a força do tecido e divulgar seu produto, Pierre-Henry lançou uma campanha publicitária que mostrou um jipe Hummer de 2700 kg sendo erguido com duas calças do super jeans.
Correio espacial
O UHMWPE é tão forte e leve que foi escolhido em 2007 para produzir uma linha muito especial para o experimento YES2, que foi ao espaço na missão de microgravidade Foton-M3, da ESA.
Com meio milímetro de espessura, a linha feita com fibras de UHMWPE tinha 30 km de comprimento.
A linha desenrolou-se a partir do satélite, levando em sua extremidade uma pequena cápsula de reentrada, demonstrando que pequenas encomendas de um futuro "correio espacial" podem ser enviadas ao solo através de um mecanismo relativamente simples e barato.
Materiais Avançados
Armadura líquida à prova de balas é testada com sucesso
BBC - 13/07/2010
Líquido grudendo
Uma armadura líquida conseguiu deter balas em testes realizados pelos cientistas da empresa BAE Systems, na cidade inglesa de Bristol.
O novo material mistura um líquido com a fibra sintética Kevlar, da empresa DuPont, que já é usada em vestimentas à prova de bala.
Os pesquisadores estão mantendo os componentes do líquido em sigilo, mas disseram que o material absorve a força do tiro e responde a ele se tornando mais grosso e mais grudento.
Líquidos desse tipo não são novidade na pesquisa militar e o Exército norte-americano já realizou testes com materiais similares.
Escudo líquido
Mas, segundo a BAE, os recentes testes trazem as primeiras provas de que a armadura líquida poderá proteger soldados de balas ou projéteis.
Os cientistas testaram 31 camadas de Kevlar e também 10 camadas de Kevlar combinado com o líquido.
Segundo eles, o líquido fez com que a fibra funcionasse mais rapidamente e que o impacto da bala não fosse tão profundo.
O material poderá ser usado para fabricar coletes à prova de balas mais leves, flexíveis e eficientes para soldados.
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Cortina que engrossa quando esticada resiste a explosões
Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/07/2010
Cientificamente falando, o fio é um material auxético - um tipo de material que fica mais grosso quando é esticado. Além de cortinas antibomba, ele poderá ser usado em curativos e fios dentais. [Imagem: Exeter University]
Cientistas criaram um novo tipo de cortina de proteção que, quando esticada, torna-se mais grossa, e não mais fina.
Cortina antibomba
A nova cortina foi projetada para resistir ao impacto e capturar destroços de explosões e acidentes, como os vidros de uma janela ou da fachada de um prédio que se quebram durante tempestades muito fortes, ou mesmo de um carro-bomba.
Já existem no mercado cortinas de proteção com o mesmo objetivo. Fabricadas com malhas grossas e pesadas, contudo, elas ainda dependem de filmes aplicados sobre os vidros para evitar estilhaços.
O objetivo dos pesquisadores foi eliminar a necessidade de cobertura dos vidros e das paredes com filmes antiestilhaços, facilitando o uso da nova cortina também em situações de emergência, por bombeiros e esquadrões antibomba.
Material auxético
O segredo da nova cortina está nas fibras com que ela é tecida.
Uma fibra elástica funciona como núcleo do fio, ao redor da qual é enrolado um fio muito resistente e rígido. Quando este fio mais duro é posto sob tensão, ele se endireita. Isso faz com que a fibra elástica projete-se para fora, efetivamente aumentando o diâmetro do fio.
Cientificamente falando, o fio é um material auxético - um tipo de material que fica mais grosso quando é esticado.
A forma como os fios auxéticos são tecidos para formar a cortina também auxilia na sua capacidade de se tornar mais grossa quando recebe um impacto externo que tende a esticá-la.
A extensão do efeito auxético é determinada pelo ângulo exato em que o fio rígido é enrolado em torno da fibra elástica, e também pela relação de rigidez e diâmetro entre os dois.
Alterando estes parâmetros, é possível ajustar com precisão o desempenho do tecido resultante, tornando-o adequado para aplicações específicas - por exemplo, para suportar diferentes níveis de explosão ou impacto.
Ondas de choque
Outra característica fundamental da nova cortina é que, quando esticada, abrem-se pequenos poros em sua superfície. Além de serem pequenos demais para permitir a passagem de detritos e estilhaços, esses poros são projetados para deixar passar as ondas de choque de uma explosão. Isto reduz a força a que a cortina é submetida, diminuindo a probabilidade de que ela se rasgue.
Com apenas 1 a 2 milímetros de espessura, a cortina antiexplosão também pode ser fabricada de modo a permitir a passagem de uma quantidade razoável de luz natural.
Os testes comprovaram que o tecido auxético resiste a um impacto equivalente à explosão de um carro-bomba.
Curativos e fios dentais
Mas o tecido auxético também pode ser usado em aplicações menos explosivas.
Por exemplo, curativos feitos com o mesmo design resistirão muito melhor ao movimento do paciente. Os poros do material, além de permitirem uma melhor respiração do local afetado, poderão ser preenchidos com antibióticos, que serão liberados aos poucos.
Fios dentais que engrossam quando são esticados também poderão fazer uma limpeza mais eficaz do espaço entre a base dos dentes.
comercializado pela empresa emergente Auxetix Ltd., criada pelos pesquisadores.
Roupa interativa reproduz memórias de "ser ausente"
Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/06/2010
A "narrativa" que o usuário da roupa vai receber pode ser programada intencionalmente para reproduzir um determinado estado emotivo. [Imagem: Barbara Layne/Janis Jefferies]
Ser Ausente
Futurólogos de todos os matizes propõem que, em um futuro não especificado, será possível fazer o download de todas as memórias de uma pessoa.
Fazer o upload dessas memórias para um robô é visto por eles como um "passo natural" rumo à eternidade, criando um "você artificial".
Duas cientistas agora decidiram unir ciência e arte para inverter tudo: bem mais com os pés no chão, e usando apenas a tecnologia já disponível, elas criaram um "ser ausente".
Deixando a consciência por conta do "ser presente" - o usuário que fará uso da roupa inteligente que contém o "ego do ser ausente" - Barbara Layne e Janis Jefferies preferiram centrar sua atenção nos sentidos.
Roupa interativa
As pesquisadoras desenvolveram um conceito altamente sofisticado de roupa interativa que é capaz de "transferir a memória" de uma pessoa para outra. A memória - algo como o estado emotivo - da pessoa deve ser previamente gravada pelo equipamento.
Quando alguém veste a roupa inteligente, seu próprio estado físico e emocional ativa a transferência da "memória sensorial" do usuário original - o ser ausente - para o novo usuário.
Batizado de Wearable Absence (ausência de vestir, em tradução livre) o sistema combina biossensores, adaptadores, sistemas de conexão sem fios e cabos flexíveis, tudo embutido em uma jaqueta.
Segundo as pesquisadoras, "o protótipo de roupa inteligente incorpora tecnologias sem fio e biossensores para ativar um rico banco de dados de imagens e sons, criando uma narrativa, ou uma sequência de mensagens, criadas pela 'pessoa ausente'."
de memória
Download
Os sensores sem fio e os biossensores são embutidos na roupa, gravando a temperatura corporal, a frequência cardíaca, a resposta galvânica da pele (sua umidade) e o ritmo respiratório do usuário.
Os dados são enviados por uma conexão sem fios para um banco de dados. Mais tarde, esses registros podem ser enviados de volta à roupa, reproduzindo as sensações do ser ausente.
As mensagens, que trazem de volta as memórias da pessoa ausente, podem incluir gravações de voz ou músicas, reproduzidas em alto-falantes incorporados nos ombros da roupa.
Uma matriz de LEDs flexíveis, instalada nos braços, pode reproduzir pequenas mensagens, fotos ou mesmo vídeos.
Melhoria da experiência humana
A "narrativa" que o usuário da roupa vai receber pode ser programada intencionalmente para reproduzir um determinado estado emotivo.
Por exemplo, se o usuário da roupa estiver passando por um certo estado emocional, como estresse, tristeza ou desespero, os biossensores e os atuadores podem transmitir-lhe uma série de mensagens - tais como fotos, textos e gravações - para proporcionar calma e conforto.
"Esta combinação única da arte têxtil, do mapeamento emocional e das tecnologias de reação positiva, pode otimizar a experiência humana, com enorme potencial para as áreas de saúde e bem-estar," afirmam as pesquisadoras.
Máquina de algodão-doce high-tech leva nanofibras para a indústria
Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/05/2010
Esquerda: diagrama da máquina de algodão-doce high-tech. Direita: no alto, as fibras que saíram da máquina e, embaixo, as nanofibras vistas ao microscópio.[Imagem: Kit Parker]
Com um conceito que pode ser classificado em algum lugar entre uma máquina de algodão-doce e uma centrífuga de alta rotação, engenheiros da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criaram uma nova tecnologia capaz de fabricar nanofibras com alta produtividade.
Nanofibras
As nanofibras - fibras com dimensões de alguns nanômetros - têm o potencial para servir de matéria-prima para a produção de materiais muito mais fortes e resistentes, bem como de tecidos biológicos.
Mas tecê-las em dimensões úteis era um desafio até hoje sem solução.
Exatamente como uma máquina de algodão-doce "reconstrói" os grãos de açúcar, fazendo-os formar fibras, o novo equipamento rotativo retorce e une as fibras individuais de polímeros, cada uma medindo cerca de 100 nanômetros de diâmetro.
Nanotecnologia na indústria
Segundo Mohammad Badrossamay, coordenador da pesquisa, o equipamento poderá marcar um verdadeiro boom na utilização da nanotecnologia na indústria, com aplicações potenciais que vão da construção de órgãos artificiais e o desenvolvimento de tecidos para implantes, até a fabricação de filtros de ar mais eficazes e até de roupas mais leves e mais resistentes.
"Nossa técnica será muito útil na indústria, já que máquinas simples poderão facilmente permitir a fabricação de nanofibras em qualquer laboratório. De fato, com esta técnica nós alcançamos o objetivo final de fabricar nanotêxteis," diz Kevin Parker, coautor da pesquisa.
Eletrofiação
Hoje o método mais usado para a fabricação de nanofibras é a eletrofiação, que consiste em dirigir uma alta tensão elétrica sobre gotas de polímero líquido para arrancar filamentos em nanoescala.
Apesar de eficaz, a eletrofiação não permite controle sobre o processo de fabricação, além de sua produtividade ser baixa demais para aplicações industriais.
Fabricação de nanofibras
Ao girar no interior da nova centrífuga, o polímero se estica de forma muito parecida com o açúcar derretido que começa a secar e se transformar em finíssimos fios, parecidos com seda.
Como na máquina de algodão-doce, as nanofibras são extrudados através de um bocal por uma combinação de pressões hidrostática e centrífuga. O resultado são fibras padronizadas em nanoescala, mas que atingem até 10 centímetros de diâmetro.
Mais importante, a técnica possibilita um alto grau de flexibilidade na produção, já que o diâmetro das fibras pode ser facilmente manipulado e as estruturas resultantes podem ser integradas em uma estrutura tridimensional, ou em qualquer outro formato, simplesmente variando a forma como a fibras são coletadas
Macacão de piloto resfria e aquece graças a materiais inteligentes
Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/11/2008
A cabine de um helicóptero pode ser muito quente durante um dia de sol, mesmo quando a aeronave está se dirigindo para plataformas de petróleo nas costas da Noruega. Já o mar abaixo dele pode estar a temperaturas em torno de 2º C, o que seria fatal em caso de um acidente ou pouso forçado na água.
Como criar uma roupa para os tripulantes que consiga lidar simultaneamente com estas situações opostas? Utilizando materiais inteligentes, uma nova classe de materiais sintéticos e híbridos que muda de comportamento em resposta a alterações no ambiente.
Materiais inteligentes
Usando os materiais inteligentes, cientistas noruegueses fabricaram um macacão para os pilotos de helicópteros e para a tripulação que lhes dá conforto térmico nas altas temperaturas da cabine e, em caso de queda no mar gelado, garante-lhes a sobrevivência confortável por até seis horas.
"Nós utilizamos um tecido que pode mudar de fase e usamos nosso conhecimento sobre como o frio e o calor afetam o corpo humano. Isto nos permitiu desenvolver uma roupa que funciona em série com as próprias reações do corpo ao se resfriar e aquecer," explica o pesquisador Randi Reinertsen.
Micropartículas incorporadas no tecido
A "inteligência" do material está em cápsulas microscópicas de cera de parafina que são incorporadas entre as fibras do tecido. Se a temperatura da pele da pessoa que está vestindo o macacão inteligente subir acima dos 28º C, a cera muda de fase, passando de sólida para líquida.
"O derretimento exige calor, que a cera de parafina retira do corpo, resfriando a pessoa na cabine do helicóptero durante os dias quentes," explica Reinertsen. "Por outro lado, se a pessoa cair no mar, a cera de parafina muda novamente de fase e volta ao estado sólido, fazendo com que ela retorne o calor armazenado de volta para o corpo."
Capacete inteligente
O novo macacão de segurança foi criado no mesmo laboratório onde foi desenvolvido o capacete de segurança inteligente, apresentado em meados deste ano.
O capacete é feito com moléculas que ficam livres em condições normais, deixando o equipamento quase tão flexível quanto um boné de tecido. Tão logo ele receba um impacto, contudo, as moléculas travam-se instantaneamente umas nas outras e evitam que o impacto atinja a cabeça do trabalhador.
Lonas de proteção em áreas sujeitas a enchentes e deslizamentos são outra aplicação proposta pelos engenheiros da Universidade de Exeter, no Reino Unido, que estão desenvolvendo o novo material, que deverá ser